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A
Professora Adalgisa Castro, especialista em Cidadania
e Política, tem
aqui alguns artigos publicados |
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Canarinho
de Sepetiba, o poeta e escritor com sua visão de sertanejo, em suas crônicas.
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Paulo
Mendonça, em
seus artigos, fala da luta da imprensa alternativa na Zona Oeste
do Rio de Janeiro e sobre as questões comportamentais. |
VOCÊ SABIA QUE...
- Mais de um bilhão de pessoas no mundo vive com menos de um dólar por dia;
- Cada dia, morrem, por causa da fome, 24 mil pessoas. 10% das crianças, em países em desenvolvimento, morrem antes de completar cinco anos...
- um terço da população é mal alimentado e outro terço está faminto.
- Que a cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo. O Brasil é o 9º pais com o maior número de pessoas com fome...
- Atualmente, cerca de 1,2 bilhão de pessoas se encontra no estado de alta pobreza devido às condições climáticas de suas regiões.
Você Sabia?
- Mais de um bilhão de crianças, a metade dos menores do mundo, é castigado pela pobreza, as guerras e a Aids;
- Todos os dias, o HIV/AIDS mata 6.000 pessoas e infecta outras 8.200 .
- Todos os anos, seis milhões de crianças morrem de má nutrição antes de completar cinco anos.
- Cerca de 90 mil crianças e adolescentes são órfãos no Brasil, à espera de uma adoção.
- a escassez de água já atinge 2 bilhões de pessoas. Esse número pode dobrar em 20 anos...
Você Sabia?
- Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;
- No Brasil, são 33,9 milhões de pessoas sem casa. Só nas áreas urbanas, são 24 milhões que não possuem habitação adequada ou não têm onde morar.
- Que vinte e cinco milhões de pessoas são dependentes de drogas no mundo;
- Que os indígenas continuam a ser vítimas de assassinatos, violência, discriminação, expulsões forçadas e outras violações de direitos humanos.
Você Sabia?
- Mais de 2,6 bilhões de pessoas não têm saneamento básico e mais de um bilhão continua a usar fontes de água imprópria para o consumo.
- Cinco milhões de pessoas, na sua maioria crianças, morrem todos os anos de doenças relacionadas à qualidade da água.
- No mundo inteiro, 114 milhões de crianças não recebem instrução sequer ao nível básico e 584 milhões de mulheres são analfabetas.
Você Sabia?
- Que é gasto 40 vezes mais dinheiro com cosméticos do que com doações...
- é gasto 10 vezes mais dinheiro com armas do que com educação básica;
- O Brasil é campeão mundial de desmatamento. Em segundo lugar está a Indonésia: 18,7 km2 por ano e, em terceiro, segue o Sudão, com 5,9 km2.
- O país perdeu um campo de futebol a cada dez minutos na Amazônia, nos últimos 20 anos.
..Agora você já sabe.
E vai ficar aí parado? Tome uma atitude.
Milhões de Pessoas em Pobreza Extrema Precisam da sua Ajuda!
Seja Voluntário você Também!
Planeta Voluntários
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Porque ajudar faz bem!
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O FIOFÓ DO RIO
Alcione Koritzky
O fiofó é a parte da anatomia humana que todos nós temos, mas uma parcela significativa da sociedade prefere esquecer que o possui,
preocupando-se mais em falar mal do fiofó dos outros.
Se bem cuidado e saneado, podemos passar a vida inteira sem preocupação. Masquando o relegamos a um plano inferior, estamos criando uma bomba-relógio, prestes a explodir com o que temos de pior.
Cuidar então de toda a estrutura que envolve o fiofó é uma decisão sábia. Infelizmente, os que têm visão curta, acabam preocupando-se mais com as partes que são visíveis, os famosos cartões-postais. E aí,
quando o problema aparece, descobre-se que o estrago já estava feito há um tempão. É como se você se interessasse por uma pessoa linda, com tudo em cima e quando você chega perto, já percebe pelo cheirinho, que o tal do fiofó está sujo. Não há beleza que se sustente em uma situação desta.
Comparando o corpo humano com a nossa Cidade Maravilhosa, temos alguns bairros que representam o rosto do Rio, são verdadeiros cartões-postais. Com eles, todos se preocupam e os políticos fazem questão de mostrar serviço. A problemática está no fiofó, na parte esquecida, aquela que o político sabe que existe, mas que se pudesse, até eliminaria. Só que não pode!
Analisando profundamente, no real sentido da palavra, cheguei a conclusão de que o fiofó da Cidade do Rio chama-se Sepetiba: é longe, um fim de mundo e a coisa está tão feia por lá, que está fedendo a podre.
Sepetiba possui boa parte de suas ruas sem asfalto, sem sistema de esgoto, não possui instituições bancárias, hospitais, sequer uma linha de ônibus que atenda durante todo o dia o trabalhador que vai para o centro da cidade.
Há poucos anos, foi criada pelo ex-governador Garotinho, a comunidade de Nova Sepetiba, com centenas de famílias carentes, cumprindo mais uma vez o papel que a Zona Oeste vem ocupando nas últimas décadas: receber os pobres que os políticos querem esconder das áreas visíveis. Simples: coloquem-nos no subúrbio do Rio.
O nosso ex-prefeito maluquinho, o César Maia, começou uma obra de saneamento no bairro, só que esburacou todas as ruas ao mesmo tempo, numa total falta de planejamento, como se imensas toupeiras gigantes tivessem invadido o local. Um dia, do nada, a obra parou, com todas as vias principais praticamente intransitáveis. O Secretário de Obras pouco se importou com o que a situação acarretaria à população. Mudou-se a gestão administrativa municipal. O atual Prefeito e seu Secretário seguiram a mesma linha de seus antecessores. Todos ligaram a tecla que chamaremos delicadamente de “que se dane” e que se dane o morador de Sepetiba. Eles não pagam IPTU! Os empresários do transporte público não pensaram duas vezes: alteraram percursos e tiraram parte de suas frotas de circulação. Afinal, porque iriam quebrar seus veículos por moradores que moram no fiofó do Rio?
Foi preciso que uma parcela da população se mobilizasse para que as obras recomeçassem. Mas o estrago já estava feito: os carros dos moradores tiveram sérias avarias e o comércio local, que já ia mal das pernas, praticamente acabou. É lamentável ver a quantidade de lojas e restaurantes fechados.
Hoje, Sepetiba parece um bairro-fantasma.
Mas se voltarmos no tempo, será fácil constatar que Sepetiba faz parte do passado de muita gente, quando ainda era uma área de veraneio. Muito morador da Barra e da Zona Sul, que hoje tira onda de bacana, divertiu-se muito no local. Ao chegar sexta à noite, filas de carros adentravam o bairro. Eram famílias inteiras que vinham curtir o final de semana, feriadões e férias em Sepetiba.
Eram inesquecíveis as festas de final de ano! Que Copacabana, que nada!
Muita gente curtia era Sepetiba!
Comumente suas praias eram chamadas de “Praia do Oi”, pois o bairro era a sensação da época, onde todos os conhecidos se encontravam, daí a alusão ao cumprimento popular: o famoso oi.
Atualmente, as famílias tradicionais mais antigas contam às gerações mais novas, como se fosse uma lenda, algo de um passado longínquo e difícil de provar, que a água do mar chegava até onde hoje só se encontra lama e mangue. Diante disto, os jovens riem, duvidando que um dia alguém foi louco o suficiente para tomar banho em Sepetiba.
Sua lama tinha fama de medicinal e muito enfermos iam ao local na tentativa de conseguir a cura. Pode parecer incrível, mas isto realmente aconteceu!
Agora, provavelmente, quem se esfregar na lama na Baia, deverá contrair sério problema cutâneo.
Pois bem! O bairro de hoje está tão esquecido que nem para palanque político serve.
O atual Governador sequer lembrou-se de sua população sofrida ao priorizar uma UPA, a tal Unidade de Pronto Atendimento. Os doentes da região podem escolher se sofrerão em busca de vagas no Hospital Estadual Pedro II, em Santa Cruz, na Casa de Saúde República da Croácia (associada ao SUS) ou na UPA de Santa Cruz.
Curiosamente, Sepetiba já foi cenário, por muitos anos, da série “O Bem Amado”, assim como servia de locação para novelas e seriados. Era um local lindo e agradável. Só que recentemente, a fictícia Cidade de Deus que o Brasil e o mundo aplaudiu com a obra audiovisual homônima, também foi filmada em Sepetiba. Os produtores concluíram que uma parte do bairro hoje possui o aspecto do que era a Cidade de Deus na época retratada pelo filme.
Que futuro nos espera!
Mas como não somos órfãos, resolvemos lembrar ao Eduardo Paes que Sepetiba faz parte do Rio de Janeiro e, diante das obras que atenderão às Olimpíadas de 2016 e da enxurrada de dinheiro que vai aparecer, queremos que a Baía de Sepetiba não seja esquecida. Ela é tão ou mais bela do que a Baía de Guanabara e também, está na sobrevida ecológica.
Queremos que ele fale com seu mais novo amiguinho de infância, o Cabral, que a Baía é responsabilidade do Estado. Sugira uma ciclovia margeando todas as praias até chegar à Barra da Tijuca. Quem sabe ele não se sensibilize, já que está preocupado com a questão do transporte alternativo. E para completar a trupe, que nosso Prefeito converse com o amiguinho de ambos, o Lula, que é o nosso Presidente. Peça para ele fazer uma visita ao local e imaginar como era a Baía de Sepetiba antes de sua degradação. Oriente-o para ele vir direto de avião até a da Base Aérea de Santa Cruz e sair pelo portão que margeia a Baía. Ele vai chorar, só que desta vez será de tristeza! Posso até emprestar um lencinho, se ele quiser!
Mas tudo pode ser diferente! A revitalização de suas águas trará como conseqüência a renovação de sua população, trazendo novamente vida ao comércio, aos restaurantes, à cultura. Resumindo: “a gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte”.
Queremos ver novamente seus pescadores indo felizes para o mar, tirar de suas águas o sustento familiar.
Queremos ver nossas crianças brincando em suas margens, como era antigamente; ver seus jovens velejando em suas águas calmas, diante de um cenário cenográfico que é a belíssima Restinga da Marambaia.
Só que para que isto ocorra, o nosso Prefeito, que diz que é da paz, precisa também olhar para a sua própria retaguarda e lembrar que o bairro de Sepetiba é responsabilidade sua, também. Não adianta só aparecer quando a imprensa o chama, para fazer ares de preocupação. O povo já não engole mais esta encenação.
Será que ele pensa que Sepetiba é o mesmo que Pendotiba, que fica em Niterói?
Não nos interessa o IDH do bairro, queremos soluções.
Sepetiba é um bairro do Rio de Janeiro, a cidade que o elegeu. Ele está no extremo do extremo da cidade, muuuuuitos quilômetros depois do lugar onde Judas perdeu as botas, após o segundo morro à esquerda, a quatro horas da ponte quebrada, mas ainda faz parte da Cidade Maravilhosa.
Daí, lançamos agora a campanha: “Eduardo Paes, venha cuidar do seu fiofó” e pedimos a todos aqueles que em algum momento de suas vidas tiveram dias felizes em Sepetiba, para aderirem à nossa campanha.
O fiofó pode ser dele, mas Sepetiba ainda é nosso! E nós queremos ver nosso bairro virar um lindo cartão-postal!
Alcione Koritzky
Obs.: Não sou candidata a cargo público e não sou ligada a partidos políticos.
Sou apenas uma moradora pobre e suburbana que quer voltar a ver Sepetiba feliz.
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Alimentação um direito inviolável
16 de outubro- Dia Mundial da Alimentação
“Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.” (Artigo XXV / Declaração Universal Dos Direitos Humanos)
Estatísticas da Fome
Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo, um bilhão de pessoas passando fome, 30 mil crianças morrem de fome a cada dia, 15 milhões a cada ano, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso. Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo. A cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo. O Brasil é o 9º país com o maior numero de pessoas com fome, tem 15 milhões de crianças desnutridas. 45% de suas crianças, menores de cinco anos sofrem de anemia crônica.
O Brasil é o 5º país do mundo em extensão territorial, ocupando metade da área do continente sul-americano. Há cerca de 20 anos, aumentaram o fornecimento de energia elétrica e o número de estradas pavimentadas, além de um enorme crescimento industrial. Nada disso, entretanto, serviu para combater a pobreza, a má nutrição e as doenças endêmicas. Em 1987, no Brasil, quase 40% da população (50 milhões de pessoas) vivia em extrema pobreza. Nos dias de hoje, um terço da população ainda é mal nutrido, 9% das crianças morrem antes de completar um ano de vida e 37% do total são trabalhadores rurais sem-terras.
Enquanto o consumo diário médio de calorias no mundo desenvolvido é de 3.315 calorias por habitante, no restante do globo o consume médio é de 2.180 calorias diárias por habitante. Metade dos habitantes da Terra ingere uma quantidade de alimentos inferior às suas necessidades básicas. Cerca de um terço da população do mundo ingere 65% dos alimentos produzidos. A quarta edição do Inquérito Mundial sobre Agricultura e Alimentação, patrocinado pela ONU em 1974, concluiu: "Em termos mundiais, a quantidade de alimentos disponíveis é suficiente para proporcionar a todos uma dieta adequada".
O aumento dos preços dos alimentos fez o número de famintos no mundo crescer 40 milhões para 963 milhões de pessoas em 2008, ante o ano passado, de acordo com dados preliminares divulgados hoje pela ONU para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). A entidade advertiu que a crise econômica mundial pode levar ainda mais pessoas a essa condição. Levando em conta dados do US Census Bureau, departamento de estatísticas do governo norte-americano, que contam a população mundial em 6,7 bilhões de pessoas, o número de famintos representa 14,3% do total.
Em 2007, no planeta havia 860 milhões de famintos; em janeiro de 2009 109 milhões mais. A metade da população africana subsahariana, por citar um exemplo dessa África crucificada, mal vive na extrema pobreza. A ladainha de violência e desgraças provocadas é interminável. No Congo há 30 mil meninos-soldados dispostos a matar e a morrer a troco de comida; 17% da floresta amazônica foram destruídos em cinco anos, entre 2000 e 2005; o gasto da América Latina e do Caribe em defesa cresceu um 91%, entre 2003 e 2008; uma dezena de empresas multinacionais controla o mercado de semente em todo o mundo. Os Objetivos do Milênio se evaporaram na retórica e em suas reuniões elitistas os países mais ricos dizem covardemente que não podem fazer mais para reverter o quadro.
“Quase cem mil mortes diárias no planeta se devem à fome. Dentre elas, 30 mil são de crianças com menos de cinco anos. Mais do que três torres gêmeas por dia que se desmoronam em silêncio, sem que ninguém chore ou construa monumentos”, declarou à swissinfo Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto.
Essas são algumas das estatísticas da fome que o mundo se acostumou a acompanhar de tempos em tempos. Todavia a fome segue matando de maneira endêmica em muitas regiões do globo.
Um mundo livre da fome
Nós, do Planeta Voluntários buscamos um mundo sem fome e desnutrição – um mundo no qual cada uma e todas as pessoas possam estar seguras de receber a comida que necessitam para estar bem nutridas e saudáveis. Nossa visão é a de um mundo que protege e trabalha para que haja assistência social e dignidade humana para todas os povos. Um mundo no qual cada criança pode crescer, aprender e florescer, e desenvolver-se como membro ativo da sociedade.
Por Marcio Demari
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Estresse e depressão
Roger Ancillotti *, Jornal do Brasil
RIO - Em tempos de gripe e violência, o Brasil se depara com notícias anunciando epidemias de depressão e medo. Então, recordo-me de Carlos Drummond de Andrade em seu Congresso Internacional do Medo: “Provisoriamente não cantaremos o amor/Que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos/Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços/Não cantaremos o ódio, porque este não existe/Existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro”,
Em duas décadas, a depressão deverá ser o maior problema de saúde pública no mundo. Estudo publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1º de setembro, aponta que a doença afetará mais pessoas que qualquer outra, incluindo o câncer.
Estresse, medo e depressão estão intimamente interligados. A exposição a fatores estressantes tem papel importante no desenvolvimento de transtornos depressivos. O termo estresse vem da física, foi empregado em 1936 pela primeira vez por Hans Selye para descrever uma ameaça real ou potencial ao equilíbrio dinâmico do funcionamento físico e/ou mental.
O estresse não acontece somente por motivos de excesso de trabalho, mas também pela insatisfação e pela falta de prazer naquilo que se faz. Já a depressão manifesta-se por medo aguçado, tristeza, cansaço, perda do apetite, baixa autoestima, ansiedade, agressividade etc. Associada ao pânico, provoca taquicardia, tremores e náuseas.
Vemos hoje professores ensinando em áreas de risco, conflagradas, onde às vezes o único sinal do Estado é a surrada escola pública. As equipes dos serviços de eletricidade, gás, luz, mesmo escoltadas pela polícia, são rechaçadas à bala. Da mesma forma que professores e médicos, os policiais também têm medo, estresse e depressão.
A maioria dos casos de depressão ocorre em pessoas com menos de 45 anos de idade. Cerca de 50% dos casos de suicídio estão associados à depressão. A mídia não costuma noticiar esta modalidade de morte. Como diria outro poeta, Chico Buarque, “a dor da gente não sai no jornal”.
* Professor de Medicina Legal
Planeta Voluntários – Faça a diferença, por um mundo melhor!
"Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só podia fazer pouco."
Relatórios da miséria, fome, violência, Aids, desmatamento no planeta.
Fome:
Todos os dias, mais de 850 milhões de pessoas vão se deitar com fome; dentre elas, 300 milhões são crianças. A cada cinco segundos, uma delas morre de fome.
O número de desnutridos nos países em desenvolvimento cresce à razão de quase 5 milhões de pessoas por ano.
Todo ano no Planeta, morrem de fome cerca de 30 milhões de pessoas.
Pobreza:
Entre 55 e 90 milhões de pessoas passarão à condição de pobreza extrema ainda neste ano de 2009, devido à recessão mundial resultante da crise financeira internacional.Mais de 1 Bilhão sofrerá de fome crônica no mundo todo.
Segundo pesquisas, 53,9 milhões de brasileiros são pobres; isso significa que quatro em cada dez brasileiros vivem em miséria absoluta. Entre as 130 Nações que medem a distribuição de renda, o Brasil é o penúltimo colocado; só ganha de Serra Leoa.equivale a 31,7% da população. 21,9 milhões dessa população são muito pobres, ou 12,9% dos brasileiros.
Água Potável:
Globalmente, ao longo das últimas décadas, a quantidade de água potável disponível tem diminuído dramaticamente.
Há 1,6 bilhão de Km³ de água no mundo, mas, o que podemos beber é menos de 1% disso...
A poluição das águas mata hoje 2,2 milhões de pessoas por ano; mais de 75 % da reserva mundial de peixes é sobre-explorada;
E o aumento no nível dos oceanos causado pelo aquecimento global pode deslocar dezenas de milhões de pessoas.
Em 20 anos, mais de 60% da população mundial sofrerão com a escassez de água. Também segundo a ONU, na atualidade, mais de 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso a água tratada.
Saneamento:
Quatro em cada 10 pessoas no mundo não têm acesso nem a uma simples latrina de fossa não asséptica, e são obrigadas a defecar a céu aberto.
Aproximadamente 2 em cada 10 pessoas – mais de 1 bilhão de pessoas – não têm nenhuma fonte de água potável segura.
80% das internações hospitalares no mundo são devidas a doenças transmitidas pela água.
Como consequência, 3.900 crianças morrem diariamente em razão desta crise humanitária, totalmente evitável, porém silenciosa.
Habitação:
Atualmente, 900 milhões de pessoas vivem em assentamentos precários (favelas e áreas de risco) em todo o mundo.
A menos que a situação mude substancialmente, 1,5 bilhão de moradores de zonas urbanas serão favelados em 2020,o equivalente à população da China.
O Brasil terá 55 milhões de favelados,o que seria equivalente a 25% da população do país.
Atualmente, quase 1 bilhão de pessoas – um sexto da população mundial – vivem em favelas.
Educação:
O Brasil tem atualmente cerca de 16 milhões de analfabetos, e metade desse número está concentrada em menos de 10% dos municípios do país.
O planeta ainda conta com 780 milhões de analfabetos.
No Brasil existem 16,295 milhões de pessoas incapazes de ler e escrever pelo menos um bilhete simples.
Levando-se em conta o conceito de "analfabeto funcional", que inclui as pessoas com menos de quatro séries de estudo concluídas, o número salta para 33 milhões.
Trabalho Infantil
Cerca de 2,5 milhões de crianças, entre 5 e 16 anos, trabalham no Brasil, o que o coloca entre os países com os maiores índices de trabalho infantil.
Cerca de 250 milhões de crianças no mundo trabalhando (entre os 5 e 14 anos), mas as estatísticas não são muito seguras, dado que boa parte da exploração é clandestina ou realizada em setores econômicos informais. Na África, uma em cada três crianças é explorada e, na América Latina, uma em cada cinco. A situação em alguns países No Equador, país que encabeça o ranking de trabalho infantil no continente, onde 1 milhão e quinhentos mil menores trabalham nos bananais, fabricação de tijolos e outros.
Aids:
No ano passado a Aids matou 3 milhões de pessoas, e outros 4,1 milhões foram infectados - mais de 8.000 por dia, e a doença hoje infecta 40 milhões, dos quais 25 milhões vivem no continente africano. Além disso, a epidemia deixou órfãos 15 milhões de crianças,
Mais de 500 mil crianças nasceram com o HIV, o vírus causador da Aids, no ano passado.
Entre elas, cerca de 20 mil crianças brasileiras.
O número de mulheres infectadas com vírus HIV aumentou em 44% no país nos últimos dez anos.
O uso de seringas contaminadas mata 1,3 milhão de pessoas por ano no mundo todo.
Somente no Brasil existe atualmente mais de meio milhão de pessoas contaminadas com o vírus da AIDS, mas elas não sabem disso.
Violência
Segundo a UNESCO, de 60 países analisados, em apenas 06 o número de homicídios é superior ao número de mortes por acidentes de trânsito.Dentre esses está o Brasil e mais três países da América Latina. Em 49 desses países, o número de suicídios é superior ao número de homicídios; dentre as exceções está o Brasil e mais sete países da América Latina. A América Latina é a região onde mais ocorrem homicídios no planeta: 30 mortes para cada grupo de 100.000 pessoas ao ano, o triplo da média mundial.
Da população mundial, o Brasil responde por 11% de todos os homicídios do planeta. É o 2º país que mais mata utilizando armas de fogo, 3º em homicídios contra jovens e 4º colocado em homicídios no geral. O Brasil é o 3º mais violento da América Latina, perdendo somente para a Colômbia e Venezuela.
Aborto:
Estima-se que são feitos 42 milhões de abortos a cada ano em todo o Planeta, e, desses, 20 milhões são ilegais ou executados clandestinamente. Segundo a OMS, abortos inseguros causam por volta de 65.000 a 70.000 mortes maternas a cada ano(1), 99% das quais ocorrendo nos países em desenvolvimento(2).
No Brasil a cada minuto, quase dois abortos clandestinos são realizados . O número é uma estimativa baseada nas internações pós-aborto pelo SUS e aponta que, desde 1999, cerca de 952 mil mulheres interromperam a gravidez por ano no país.
Desmatamento:
Dados divulgados indicam que a Floresta Amazônica perdeu 754,3 quilômetros quadrados de florestas entre novembro de 2008 e janeiro de 2009. A área equivale a metade do município de São Paulo.
O país perdeu um campo de futebol a cada dez minutos na Amazônia, nos últimos 20 anos.
O Brasil é campeão mundial de desmatamento. Em segundo lugar está a Indonésia: 18,7 km2 por ano e, em terceiro, segue o Sudão, com 5,9 km2. As principais causas pelo desmatamento na Amazônia são a retirada de madeira, o cultivo de soja e gado.
Quando olha para o mundo nessa perspectiva, consegue perceber a real necessidade de solidariedade, compreensão e educação?
Nós, do Planeta Voluntários, convidamos você a servir e a apoiar os outros com devoção e compaixão. Começando com a nossa própria transformação pessoal e, mediante serviço, por fazer a diferença, é a forma como nós acreditamos que vamos chegar a essa massa crítica de pessoas que, juntas, emerge como a nova humanidade.
Serviço altruísta surge espontaneamente a partir de apenas compreendendo que somos uma humanidade. Talvez você possa escolher as atividades que podem de alguma forma contribuir para o bem estar dos outros em sua comunidade. Isso poderia ser empenho pessoal voluntariado como ajudar uma pessoa idosa, um orfanato, um abrigo, um hospital, entre outros.
Os valores e os princípios do movimento emergente para uma nova humanidade, e da Aliança, que está a tentar servi-lo, se baseiam no apoio de políticas, as causas e as ações que favoreçam o respeito pela vida, dignidade humana, a liberdade, a sustentabilidade ecológica e a paz.
Faça todo o bem que puder
Por todos os meios que puder
De todas as maneiras que puder.
Em todos os lugares que puder
Todas as horas que puder
Para todas as pessoas que puder
Enquanto você puder.
Faça a Diferença.
Por Marcio Demari
PLANETA VOLUNTÁRIOS
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A Costa Verde Carioca
vai precisar muito de você!
Sérgio Magno Lopes
Objetivando atender interesses do governo federal, que já de longa data vem sofrendo intensa pressão de grandes empreendedores dos segmentos industrial, de mineração, de óleo e gás, muitos deles compostos por empresas que possuem grande injeção de capital de gigantescas corporações financeiras, principalmente estrangeiras, o governo Sérgio Cabral, obviamente, também sucumbindo a pressão de tais corporações, vem se esforçando em mudar o modelo econômico de toda a Costa Verde, de TURÍSTICO E PESQUEIRO para INDUSTRIAL E PORTUÁRIO. Depois da permissão do terminal portuário e da siderúrgica da TKCSA no ano passado, o último golpe neste sentido foi anunciado no dia 30 de janeiro deste ano.
Mais uma vez, passando por cima de Plano Diretor dos Municípios, de Leis Orgânicas Municipais, da obrigatoriedade de haver Zoneamento Ecológico Econômico, da obrigatoriedade de haver Gerenciamento Costeiro, ignorando o Programa de Despoluição da Baía de Sepetiba (PDBS), ignorando milhões de quilômetros quadrados em prejuízos ambientais, turísticos e pesqueiros, que ocorrerão na região e prejudicarão o meio de sustento de milhares de famílias, ignorando a opinião de organizações ambientais e representações sociais das comunidades existentes, ignorando a opinião da própria população de Itaguaí e entorno, o Governo do Estado do Rio de Janeiro curva-se novamente ao soberano poder financeiro do primeiro mundo!
Atendendo interesses desses grandes grupos financeiros, atropela a Baía de Sepetiba e o Município de Itaguaí, ao abrir espaço para escoamento de cerca de 250 milhões de toneladas de minério/ano, aprovando assim a construção de seis portos naquela belíssima região!
Fundamentado em um estudo desconhecido pela sociedade local; seja representada através de organizações sociais ou diretamente, o Governo do Estado diz que foi feita uma análise por um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços. Diz que este grupo levou em conta questões ambientais, sociais e econômicas de cada um dos projetos e concluiu que seis terminais (Petrobrás, Usiminas, CSN, LLX, Gerdau e Docas), em Itaguaí, são de interesse do estado e negou aval para os três restantes, em Mangaratiba (Brazore, Ferrous Resoucers do Brasil e BHP Billiton). Os estaleiros também foram aprovados.
Além disto, o Governo Sérgio Cabral, conforme afirma o seu Secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços - o Sr Júlio Bueno - vai se empenhar para viabilizar o escoamento do minério das empresas não contempladas através dos portos privados aprovados. Uma alternativa é participarem na licitação que será realizada por Docas, para construção e operação do seu terminal, o que deve acontecer ainda neste semestre.
Segundo o Secretário, os estaleiros aprovados – um da Marinha do Brasil e outro a ser licitado por Docas, ambos em Itaguaí – consolidam a posição do Rio de Janeiro na liderança da indústria naval brasileira.
A área de Docas será de um milhão e quinhentos mil metros quadrados, usada para construção de plataformas e navios de grande porte. Já a Marinha vai trabalhar em submarinos convencionais e nucleares numa parceria formada com a França.
Eu gostaria ver esta equipe explicar onde é que o Rio de Janeiro está ganhando alguma coisa, com tantos portos e ao permitir o escoamento de 250 milhões de toneladas de minério ao ano naquela localidade! Os impostos sobre este minério são recolhidos em Minas e não aqui no Rio de Janeiro! O que realmente vamos ganhar vai ser o sério comprometimento ambiental da região, sem contar o gravíssimo impacto em sua bacia aérea, que passará a ter maior concentração de poeira de minério, causando gravíssimos problemas ambientais e para a saúde dos habitantes locais e de todo o entorno!
Com mais portos, a criação de mais áreas de exclusão atingirá seriamente a pesca artesanal, que é feita em sua grande maioria, por milhares de pescadores provenientes de famílias de baixíssimos indicadores sociais. Estas famílias não serão absorvidas como trabalhadores pelos empreendimentos e, tão pouco, a maior parte da população! Tais empreendimentos envolvem altos níveis de automação, exigindo um perfil de mão de obra mais qualificado e - exceto durante a implantação - normalmente possuem um número reduzido de empregos efetivos quando em pleno funcionamento.
Além do mais, na Lei Orgânica do Município de Itaguaí – artigo 305 – diz que para empreendimentos impactantes ao ambiente e a qualidade de vida da população, terão antes que passar pelo crivo de um plebiscito com no mínimo 5% do eleitorado, obedecendo ao artigo 14 da Constituição Federal. Até agora não vi qualquer articulação neste sentido, nem mesmos em municípios que estão nas áreas de influência de tais empreendimentos.
Apesar de o setor turístico ser exemplo em potencial de crescimento e participação no PIB em países do primeiro mundo, como na França, Espanha, Itália, Portugal e até outros locais renomados no mundo como a Polinésia e o EUA, apesar de ser um setor que permite grande desenvolvimento, trazendo muito mais empregos para boa parte da população da região e em todos os níveis sociais, o Governo está decidido a abrir mão de todos os recursos que poderia obter com o potencial turístico da Costa Verde, para promover a fome e miséria aos pescadores artesanais e pequenos empreendedores do segmento turístico da região, porém, satisfazendo plenamente os interesses de corporações financeiras nacionais e estrangeiras poderosas!
Parece-me que este grupo de trabalho da secretaria de desenvolvimento sequer considerou a possibilidade de se ampliar o Porto de Docas, com um terminal portuário mais voltado a movimentação de embarcações com fins turísticos. Algo que permitisse o acesso e movimentação de grandes barcas, iates, saveiros e transatlânticos, por exemplo. Neste caso, teríamos sim estrangeiros despejando seus dólares e euros nesta belíssima região - hoje repleta de ilhas maravilhosas - ao invés de efluentes e poluentes que contaminarão nossas águas e o nosso ar.
Em breve, se você, que mora na região, que tem empreendimentos adequados para a região, que acredita que esta região permite preservação e desenvolvimento turístico, continuar se desinteressando, ou não querendo se envolver diretamente nestas questões que irão prejudicá-la, tudo que vemos hoje deverá se tornar uma Nova Cubatão Carioca!
Sérgio Magno Lopes é militante comunitário em Sepetiba e diretor da CORES - Comissão de Revitalização de Sepetiba
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"CIDADÃOS E CONSUMIDORES:
AOS PRIMEIROS HÁ QUE CONVENCÊ-LOS, AOS OUTROS HÁ QUE SEDUZI-LOS!"
Trechos da entrevista do sociólogo Rafael Roncagliol
(ex-Le Monde Diplomatique, ex-Interviú) ao La Nacion.
1. Em todo o mundo há uma crise de representatividade dos partidos. Os partidos políticos tradicionais se converteram em máquinas eleitorais que só funcionam quando há eleições. Isso é parte de uma mudança, na qual a relação cara a cara foi transformada em relações midiáticas. Isso justifica o ressurgimento, nos últimos anos, de uma política baseada em caudilhos.
2. Ao congressista não lhe interessa a repercussão do que diz no Parlamento, porque o que interessa é a repercussão do que diz no espaço midiático. Isso é, claramente, uma deterioração da ação do Congresso. Desapareceu a relação cara a cara com a célula partidária.
3. Não pode haver democracia se não existam instituições que estejam encarregadas do trabalho de representação política e que compitam por esta representação. Diz-se que os partidos funcionam como as garagens, porque apenas se retira o carro do estacionamento para competir e, depois, volta-se a guardá-lo...
4. As democracias na América Latina estão funcionando muito bem como democracias eleitorais. A democracia contemporânea nasceu com base no pressuposto de que os eleitores são cidadãos que precisam ser convencidos. Então, a democracia institui um mercado eleitoral, no qual os políticos fazem suas ofertas, que são suas propostas, e os cidadãos escolhem entre essas propostas. Este é o pressuposto básico da democracia.
5. As transformações tecnológicas dos últimos tempos determinaram que os eleitores não fossem considerados cidadãos, mas sim consumidores. A diferença é que, quanto aos cidadãos, é preciso convencê-los e, quanto aos consumidores, é preciso seduzi-los. Neste cenário, as ofertas dos políticos deixam de ser propostas e passam a ser mecanismos publicitários de sedução do eleitor. Isso destrói o pressuposto básico da democracia.
6. É óbvio que os candidatos não mais têm interesse sobre os temas a debater. Interessa a eles os aspectos formais do debate, como a luz, a ordem da exposição, os tempos e a disposição das câmeras. Ou seja, a vida política passou a ser controlada por novos especialistas.
7. Hoje, é preciso estar nos meios de comunicação de massa para existir. Os meios não têm êxito no momento de dizer quem ganha, mas sim ao estabelecer quais os que estão na competição. Pode-se dizer que os meios substituíram os políticos no papel de fixar a agenda. Então, não são mais dirigentes, voltados para oferecer uma direção aos cidadãos, mas sim dirigidos, no sentido de que o bom político é o que melhor interpreta as pesquisas e que faz o que o público pede.
8. Isso não significa que os meios de comunicação possam fazer o que quiser com a opinião pública, mas sim que alguns deles têm um papel desmedido. Os legisladores foram substituídos por líderes midiáticos em sua influência sobre a opinião pública. Por outro lado, não quero deixar de reconhecer a tarefa de fiscalização e de transparência que levaram a cabo os meios mais sérios em nossas democracias.
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