
Textos
oriundos de livros, de mensagens divulgadas no Orkut por comunidades
ligadas a Umbanda e artigos de várias personalidades
e sacerdotes do meio Afro-Brasileiro e da Umbanda
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HINO
DA UMBANDA
" Refletiu a luz Divina
Em todo seu esplendor
É no reino de Oxalá
Onde há paz e amor
Luz
que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio de Aruanda
Para tudo iluminar
A
Umbanda é paz e amor
É um mundo cheio de Luz
É força que nos dá vida
E à grandeza nos conduz
Avante,
filhos de fé
Como a nossa lei não há
Levando ao mundo inteiro
A bandeira de Oxalá..."
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ESTE
ESPAÇO É ABERTO A PARTICIPAÇÃO DE
TODOS OS ADMIRADORES E CULTUADORES DA SAGRADA UMBANDA. AQUI
SEU ARTIGO É BEM VINDO! A FOTO DE SEU EVENTO É
PUBLICADO! A SUA HOMENAGEM A ENTIDADE DE SUA PREFERÊNCIA
É RESPEITADA! SEU EVENTO É DIVULGADO!
É
GRÁTIS!!!
ENVIE
O MATERIAL PARA O E-MAIL:
realnoticias@realnoticias.com.br
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O LANÇAMENTO DO LIVRO
"NOS CAMINHOS DA JUREMA PRETA"

DE AUTORIA DA SACERDOTISA E RAINHA DO CATIMBÓ, ABIGAIL KANABOGY (foto), SERÁ NO DIA 15 DE DEZEMBRO DE 2008 ÀS 13:OO HORAS
NA PUC - GÁVEA - RJ
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" Noite de Gala da Umbanda"
A Academia Brasileira de Letras e Artes da Cultura Africana ABL-AFRO e o Odeon Petrobras tem a honra de convidar para a " Noite de Gala da Umbanda" que realizar-se-á no dia 15 de dezembro de 2008 às 18 horas no Cine Odeon Petrobras - Cinelândia - RJ, evento que homenageará sacerdotes e personalidades que perseveraram e preservaram esta religião genuinamente brasileira.
Viva o Centenário da Umbanda!
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Prece
aos Pretos
velhos
Meus benditos Pretos e Pretas Velhas.Meus Santos ,guias e espititos
protetores.Mestre divinos da linha das almas...Abençoai
esta casa e os meus passos. Aplacai as forças dos nossos
inimigos. Meus queridos Pretos Velhos, que a sua candura e bondade
recaia sobre nós como o véu do divino amor. Meus
pretos Velhos dai-nos a fé, esperança e a felicidade.
Eu adorei as Almas!Saravá, meus Pretos Velhos!
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UMBANDA
Como
toda religião, foi previamente estabelecida no plano
espiritual para ser implantada na Terra entre os homens, unindo
um pouco de cada uma já existente. Devendo levar aos
homens o conhecimento, amor, caridade, e servindo-se de instrumento
de coibição restringindo a violência, ampliando
desta feita a fé e proporcionando uma evolução
mais rápida no plano da espiritualidade. Tornando o homem
à sua origem e religando-o à sua ancestralidade,
voltando-o para os altos e para os caminhos divinos através
de sua doutrina e dogma religioso.
Etimologicamente
podemos afirmar que a Umbanda é uma religião espiritual,
brasileira, do século XX, com ritual afro-ameríndio
e oriental, vindo de diversos países e constituída
de uma escola de evolução espiritual através
da encarnação. A Umbanda se divide em sete linhas
e sete cores de representação vibratórias
Teve
sua introdução mais intensa, proporcionando a
divulgação necessária, com a manifestação
mediúnica de Zélio de Moraes em 14 de novembro
de 1908, em São Gonçalo das Neves, próximo
a Niterói, Rio de Janeiro. Onde em uma mesa kardesista
foi atendido pelo senhor José de Souza, médium
vidente, então presidente da Federação
Kardecista de Niterói. Naquele momento manifestou-se
em Zélio o caboclo das Sete Encruzilhadas ao qual lhe
foi perguntado o que desejava ali e quem era, dando como resposta
que era apenas um caboclo brasileiro, e dizendo a seguir: Se
é preciso que eu tenha um nome digam que eu sou o Caboclo
das Sete Encruzilhadas, pois não haverá caminho
fechado para mim, Deus, em Sua infinita misericórdia
estabeleceu na morte o grande nivelador universal. Ricos e pobres,
poderosos ou humildes, todos se tornam iguais na morte, mas
vocês, preconceituosos, não contentes em estabelecer
diferenças entre os vivos, procuram levar estas mesmas
diferenças até mesmo além da barreira da
morte. Porque não podem nos visitar esses humildes trabalhadores
do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas
importantes, também trazem importantes mensagens do além?
Porque o não aos Caboclos e Pretos Velhos, acaso não
foram eles também filhos do mesmo Deus?E a seguir instruiu
que tendo em vista determinação do superior plano
astral instituiria-se a partir dali e de seu próprio
médium uma nova religião e que no dia seguinte
gostaria que na casa de Zélio houvesse uma mesa posta
e toda e qualquer entidade que quisesse se manifestar independentemente
dos títulos obtidos na Terra, ali poderiam falar, e que,
todos seriam ouvidos e eles aprenderiam com aqueles espíritos
que soubessem mais e ensinariam àqueles que soubessem
menos e que a nenhum virariam as costas e que a todos aquela
casa prestaria o bem e a caridade.
Desta
forma muitos médiuns que por receberem manifestações
mediúnicas de Caboclos e Pretos Velhos e que acabaram
por serem expulsos de muitas casas dirigiram-se naquela data
à casa de Zélio . Foi assim que aquele menino
de apenas dezessete anos, sem entender direito o que estava
acontecendo, viu-se como líder diante de um grupo de
pessoas que passaram a seguir as orientações daquele
Mentor. Estava então definitivamente divulgada e instalada
a Umbanda no Brasil e no mundo.
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LINHAS
DE TRABALHO NA UMBANDA
ERVAS
Na Umbanda, utiliza-se Litúrgica e Ritualisticamente,
as ervas de nossa flora, para amacís, imantações,
banhos de descarga, etc... As plantas dos Orixás se dividem
em 3 grupos primordiais, à saber: POSITIVAS, NEGATIVAS
e NEUTRAS.
As
plantas Positivas, Neutras e Negativas, são assim catalogadas,
conforme a fase lunar da colheita.
Positivas - deverão ser colhidas na fase crescente ou
cheia
Neutras - deverão ser colhidas na fase nova
Negativas - deverão ser colhidas na fase minguante
Entretanto a sua polarização final vai sempre
depender das seguintes condições explícitas:
- Vibração de quem vai usá-la
- Vibração das demais ervas utilizadas
- Vibração da intenção com que serão
usadas
POSITIVAS: São ervas que, quando usadas, só positivam,
não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo
de trabalho.
NEUTRAS: São todas as ervas que servem para, material
ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o
efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações
negativas e/ou positivas.
NEGATIVAS:
São ervas usadas explicitamente para negativar.
A
erva é sempre positiva quando colhida nos dois primeiros
dias da lunação respectiva, a dita erva torna-se
neutra quando colhida nos 3o, 4o e 5o dias da lunação,
e negativa quando colhida nos 6o e 7o dias da lunação.
Diz-se Dia de Lunação, porque as ervas devem ser
colhidas da 6hs às 18hs, portanto sob o efeito dos raios
solares (apesar de regidas pelas fases da lua). Jamais deve-se
colher uma erva antes das 6hs ou depois das 18hs, como também,
nunca se deve plantar qualquer erva no mesmo período.
As
ervas devem ser usadas de três formas diferentes:
Para efeito medicinal
Para efeito Litúrgico
Para efeito Ritualístico
A) Para efeito medicinal, as ervas podem ser usadas como:
Como
tratamento preventivo
Como tratamento normal da doença
Como abortivo rápido e definitivo da referida doença
I) Para uso preventivo, as plantas devem ser colhidas nos 1o
e 2o dias da lunação respectiva.
II)
Para uso no tratamento normal da doença, as plantas devem
ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectiva.
III)
Para uso como abortivo, as plantas devem ser colhidas sempre
no 6o e 7o dias da lunação respectiva.
B)
Para efeito litúrgico, as ervas podem ser usadas como:
Como
imã, para atrair as vibrações do Orixá
desejado.
Como neutralizante entre duas forças ou Orixás.
Como ação repulsiva ao Orixá não
desejado.
I) Como imã, as ervas devem ser colhidas nos 1o, 2o e
3o dias da lunação respectiva.
II)
Como neutralizante, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e
5o dias da lunação respectiva.
III)
Para efeito repulsivo, as ervas devem ser colhidas nos 6o e
7o dias da lunação respectiva.
C)
Para efeito ritualístico, as ervas podem ser usadas como:
Como
afirmação ou concordância de efeito Litúrgico.
Como equilíbrio entre as forças vibratórias
implantadas durante a ação litúrgica.
Como discordância com as forças imantadas.
Entende-se por força imantada, toda a vibração
atuante no Ser, mesmo que seja à revelia do mesmo.
I) Como confirmação, as ervas devem ser colhidas
nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.
II)
Como equilíbrio, as ervas devem ser colhidas nos 3o,
4o e 5o dias da lunação respectivo.
III)
Como discordância (descarga), as ervas devem ser colhidas
nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.
RELAÇÃO DAS ERVAS POR ORIXÁS
LINHA DE OXALÁ: Arruda, arnica, laranja-da-terra (folhas),
hortelã, poejo, girassol, vassoura-branca, erva-de-oxalá,
erva-cidreira, alecrim-do-campo, levante, alecrim miúdo,
bambu (folhas), erva-quaresma.
LINHA DAS SENHORAS: Lágrimas-de-Nossa-Senhora (folhas),
mastruço, rosa branca (folhas), pariparoba, orirí-de-Oxum,
erva-de-Santa-Luzia, espada-de-Santa-Bárbara, trevo (folhas),
quina roxa, abóbora-d'anta, vitória-régia,
açucena, erva-de-Santa-Bárbara, malva-rosa, suma-roxa.
LINHA
DE IBEJI: Amoreira (folhas), alfazema, salsaparrilha, manjericão,
ipecacuanha, anil (folhas), capim-pé-de-galinha, arranha-gato.
LINHA
DE XANGÔ: Limoeiro (folhas), erva-lírio, café
(folhas), saião (folhas), erva-de-São-João,
abre-caminho, quebra-mandinga, erva-de-Xangô, quebra-pedra,
ruibarbo, louro, aperta-ruã, maria-nera, erva-moira,
maria-preta, erva-de-bicho.
LINHA
DE OGUM: Comigo-ninguém-pode, espada-de-ogum, lança-de-Ogum,
flecha-de-Ogum, cinco-folhas, jurupitã (folhas), jurubeba
(folhas), musgo (marinho), ipê (folhas), losna, romã
(folhas), sabugueiro, erva-de-coelho.
LINHA
DE OXÓSSI: Picão-do-mato, cipó-caboclo,
barba-de-milho, mil-folhas, funcho, fava-de-quebranto, gervão-roxo,
tamarindo (folhas), alecrim-do-mato, boldo, malvarisco, sete-sangrias,
unha-de-vaca, azedinha, chapéu-de-couro, grama-barbante.
LINHA
DAS ALMAS: Café (grão), guiné (erva-pipi),
arruda (folhas), cambará, sete-folhas, aroeira (folhas),
erva-grossa, vassoura-preta, cravo-de-defunto, mal com tudo,
cipó-cabeludo.
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PRETOS
VELHOS "Pai Tomé cadê mãe Maria. Foi
na mata apanhar guiné Diga a ela que quando vier, que
suba as escadas e não bata os pés"As grandes
metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha,
Inglaterra, França, etc; subjugaram nações
africanas, fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos
ou alma.Os negros africanos foram levados a diversas colônias
espalhadas principalmente nas Américas e em plantações
no Sul de Portugal e em serviços de casa na Inglaterra
e França.Os traficantes coloniais utilizavam-se de diversas
técnicas para poder arrematar os negros:Chegavam de assalto
e prendiam os mais jovens e mais fortes da tribo, que viviam
principalmente no litoral Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e
Sul da África.Trocavam por mercadoria: espelhos, facas,
bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em guerras
tribais ou corrompiam os chefes da tribo e financiavam as guerras
e fazia dos vencidos escravos.No Brasil os escravos negros chegavam
por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio
de Janeiro, no século XVIII.Os primeiros grupos que vieram
para essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses;
iorubas; geges; hauçá; minas e malês.A valorização
do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou
muito caro:"Em quatro séculos, XV ao XIX, a África
perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de
pessoas, e estas constituiam uma parte selecionada da população.Arrancados
de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses
homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a sol nas
grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço,
que um africano aqui chegado durava, em média, de sete
a dez anos! Em troca de seu trabalho os negros recebiam três
"pês": pau, pano e pão. E reagiam a tantos
tormentos suicidando-se, evitando a reprodução,
assassinando feitores, capitães-do-mato e proprietários.
Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à
dominação. A "macumba" era, e ainda
é, um ritual de liberdade, protesto, reação
à opressão. As rezas, batucadas, danças
e cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão.
A resistência também acontecia na fuga das fazendas
e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram
reconstituir sua vida africana. Um dos maiores quilombos foi
o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de seu
guerreiro Zumbi, protegido de Ogum."Zumbi, comandante guerreiro...Guerreiro
mor, capitão.Da capitania da minha cabeça...Levai
alforria ao meu coração..."(Gilberto Gil)Os
negros que se adaptavam mais facilmente à nova situação
recebiam tarefas mais especializadas, reprodutores, caldeireiro,
carpinteiros, tocheiros, trabalhador na casa grande (escravos
domésticos) e outros, ganharam alforria pelos seus senhores
ou pelas leis do Sexagenário, Ventre livre e enfim a
Lei Áurea.Estes negros aos poucos conseguiram envelhecer
e constituir mesmo de maneira precária uma união
representativa da língua, culto aos Orixás e aos
antepassados e tornaram-se um elemento de referência para
os mais novos, refletindo os velhos costumes da Mãe África.
Eles conseguiram preservar e até modificar, no sincretismo,
sua cultura e sua religião.ATUAÇÃOE assim
são os Pretos-Velhos da Umbanda. Eles representam a força,
a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade.
São um ponto de referência para todos aqueles que
necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos
sem luz.Eles representam a humildade, não têm raiva
ou ódio pelas humilhações, atrocidades
e torturas a que foram submetidos no passado.Com seus cachimbos,
fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e
ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor,
idade, sexo e de religião.Não se pode dizer que
em sua totalidade que esses espíritos são diretamente
os mesmos pretos-velhos da escravidão. Pois, no processo
cíclico da reencarnação passaram por muitas
vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos,
ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles
que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a
terra em forma incorporada de preto-velho. Outros, nem negros
foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo
forma.Este comentário pode deixar algumas pessoas, do
culto e fora dele, meio confusas: "então o preto-velho
não é um preto velho, ou é, ou o que acontece???".O
espírito que evoluiu tem a capacidade de se por como
qualquer forma passada, pois ele é energia viva e conduzente
de luz, a forma é apenas uma conseqüência
do que eles tenham que fazer na terra. Esses espíritos
podem se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico
e em outros como um preto-velho ou até mesmo um caboclo
ou exu. Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão.
Não é uma forma de enganar ou má fé
com relação àqueles que acreditam, muito
pelo contrário, quando se conversa sinceramente, eles
mesmos nos dizem quem são, caso tenham autorização.Por
isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade
e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva
seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que
qualquer solução tem o princípio dentro
de você mesmo, tenha fé, acredite em você,
tenha amor a Deus e a você mesmo. Para muitos os pretos-velhos
são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para
outros, são pisicólogos, amigos, confidentes,
mentores espirituais; para outros, são os exorcistas
que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo,
pontos riscados e outros, apoiados pelos exus de lei (exus de
luz) desfazendo trabalhos e contra as forças negativas
(o mal), espíritos obscessores e contra os kiumbas (espíritos
sem luz que trabalham na corrente negativa que levam os homens
ao lado negativo e a destruição).MENSAGEMA figura
do Preto-Velho é um símbolo magnífico.
Ela representa o espírito de humildade, de serenidade
e de paciência que devemos ter sempre em mente para que
possamos evoluir espiritualmente.Certa vez, em um centro do
interior de Minas, uma senhora consultando-se com um preto velho
comentou que ficava muito triste ao ver no terreiro pessoas
unicamente interessadas em resolver seus problemas particulares
de cunho material, usando os trabalhos de Umbanda sem pensar
no próximo e, só retornavam ao terreiro, quando
estavam com outros problemas. O preto velho deu uma baforada
com seu cachimbo e respondeu tranquilamente: "Sabe filha,
essas pessoas preocupadas consigo próprias, são
escravas do egoísmo. Procuramos ajudá-las, resolvendo
seus problemas, brincando de pechinchar obrigações,
de propósito. mas aquelas que podem ser aproveitadas,
depois de algum tempo, sem que percebam, estarão vestidas
de roupa branca, descalças, fazendo parte do terreiro.
Muitas pessoas vem aqui buscar lã e saem tosqueadas;
acabam nos ajudando nos trabalhos de caridade".Essa é
a sabedoria dos pretos velhos...Os pretos-velhos levam a força
de Deus (Zambi) a todos que queiram aprender e encontrar uma
fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou colocando pecados.
Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e
a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade
e encarar o ciclo da reencarnação podem aliviar
os sofrimentos do karma e elevar o espírito para a luz
divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem seus problemas
e procurem suas soluções da melhor maneira possível
dentro da lei do dharma e da causa e efeito.Eles aliviam o fardo
espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça
espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue
carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos. Ao passo
que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece
e sucumbe por terra pelo peso que carrega. Então cada
um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo
com encarne seu destino e os acontecimentos de sua vida:"Cada
um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento
colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta
o sofrimento podeis tornar-se alegria vereis que deveis tomar
consciência do que foste teu passado aprendendo com teus
erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não
sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos
outros e aquilo que recebeste de graça, de graça
tu darás. Porque só no amor, na caridade e na
fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior,
a luz e DEUS" (Pai Cipriano).Salve todos os PRETOS-VELHOS,
que DEUS os iluminem e os abençoem. A todos os PRETOS-VELHOS
que trabalham nesse mundo e no outro com muito amor. OBRIGADO!
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COSME
E DAMIÂO - SALVE A LINHA DAS CRIANÇAS! "Vovó
me traz um balãoCom todas as crianças que tem
lá no céu Tem doce, vovóTem doce, vovóTem
doce lá no jardim".Quando falamos na linha das crianças,
estamos falando de uma das linhas mais próximas do Divino
Incriado.Muitas entidades que atuam sob as vestes de um espírito
infantil, são muito amigas e têm mais poder do
que imaginamos. Mas como não são levadas muito
a sério, o seu poder de ação fica oculto,
são conselheiros e curadores, por isso foram associadas
à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com
a magia dos elementos. Não gostam de desmanchar demandas,
nem de fazer desobsessões. Preferem as consultas, e em
seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação
sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração,
regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano.
Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos,
pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas.
E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre
eles.Eles manipulam as energias elementais e são portadores
naturais de poderes só encontrados nod próprios
Orixás que os regem."Lá vão os "anjinhos"
subindo pro céuE Nossa Senhora cobrindo eles com o véu!"
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CABOCLOS
Okê, Caboclo! "Ele é o Rei e não pede
licença Ele é o Rei, Ele é o dono do Congá
Ele é Caboclo, Ele vem lá de Aruanda, Ele é
Sete FlechasEle vem pra trabalhar. "A denominação
"caboclo", embora comumente designe o mestiço
de branco com índio, tem, na Umbanda, significado um
pouco diferente. Caboclos são as almas de todos os índios
antes e depois do descobrimento da miscigenação.Constituem
o braço forte da Umbanda, muito utilizados nas sessões
de desenvolvimento mediúnico, curas através de
ervas e simpatias, desobsessões, solução
de problemas psíquicos e materiais, demandas materiais
e espirituais e uma série de outros serviços e
atividades executados nas tendas. Os caboclos, espíritos
de índios, tidos como o braço forte da Umbanda,
não trabalham somente nos terreiros como alguns pensam.
Eles prestam serviços também ao Kardecismo, nas
chamadas sessões de "mesa branca"., pois estes
nossos irmãos depois de desencarnarem, ainda conservam
um corpo espiritual bastante denso carregado de fortíssima
vitalidade. No panorama espiritual rente à Terra predominam
espíritos ociosos, atrasados, desordeiros, semelhantes
aos nossos marginais encarnados. Estes ainda respeitam a força.
Os índios, que são fortíssimos, mas de
almas simples, generosas e serviçais, são utilizados
pelos espíritos de luz para resguardarem a sua tarefa
da agressão e da bagunça. São também
utilizados pelos guias, nos casos de desobsessão pois,
pegam o obsessor contumaz, impertinente e teimoso, "amarrando-o"
em sua tremenda força magnética e levando-o para
outra região.Os caboclos são espíritos
de muita luz que assumem a forma de "índios",
prestando uma homenagem à esse povo que foi massacrado
pelos colonizadores. São exímios caçadores
e tem profundo conhecimento das ervas e seus princípios
ativos, e muitas vezes, suas receitas produzem curas inesperadas.O
caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão
boiadeiro - habilidoso, valente e de muita força física.
Vem sempre gritando e agitando os braços como se possuisse
na mão, um laço para laçar um novilho.
Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar
nas pastagens.Enquanto os "caboclos índios"
são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é
possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores.O
Caboclo Sucuri, é um índio traçado com
boiadeiro. É um caboclo de descarrego e, dependendo de
seu trabalho, ele assume uma forma ou outra. Traz atravessada
no peito, sua enorme guia simbolizando a cobra sucuri, que é
sua corda de caçador. Em geral, trabalha rodando sua
guia por sobre a cabeça do consulente e depois a esfregando
pelo seu corpo, para promover a limpeza do campo áurico.
Invariavelmente a guia arrebenta... Conta ele, que seu pai é
o caboclo Cobra Coral, que lhe ensinou a caçar e laçar.
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CIGANOS
NA UMBANDA "Eu vi um formoso Cigano sentado na beira do
Rio Com seus cabelos negros E os olhos cor de anil Quando eu
me aproximava o cigano me chamou Com seus dados nas mãos
O cigano me falou Seus caminhos estão abertosNa saúde,
na paz e amor, Foi se despedindo e me abençoou Eu não
sou daqui, mas vou levar saudades, Eu sou o Cigano Pablo, lá
das Três Trindades. "Esta linha de trabalhos espirituais
já é muito antiga dentro da Umbanda, e "carregam
as falanges ciganas juntamente com as falanges orientais uma
importância muito elevada, sendo cultuadas por todo um
seguimento espírita e que se explica por suas próprias
razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem
natural das coisas em suas próprias tendências
e especialidades.Assim, numerosas correntes ciganas estão
a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores
e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos
e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas
vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados
para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma
de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar
suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam
no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras
correntes do espaço. O povo cigano designado ao encarne
na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido
até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável
importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos
deles alçado a graça de seguirem para outros espaços
de maior evolução espiritual, juntamente com outros
grupos de espíritos, também de longa data de reencarnações
repetidas na Terra e de grande contribuição, caridade
e aprendizado no plano imaterial.A argumentação
de que espíritos ciganos não deveriam falar por
não ciganos ou por médiuns não ciganos
e que se assim o fizessem deveriam faze-lo no idioma próprio
de seu povo, é totalmente descabida e está em
desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade sua
doutrina evangélica, até as impossíveis
limitações que se pretende implantar com essa
afirmação na evolução do espírito
humano e na lei de causa e efeito, pretendendo alterar a obra
divina do Criador e da justiça divina como se possível
fosse, pretendendo questionar os desígnios da criação
e carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações
e desinformação, fato que nos levaria a inviabilização
doutrinária. Bem como a eleger nossa estada na Terra
como mera passagem e de grande prepotência discriminatória,
destituindo lamentavelmente de legitimidade as obras divinas.Outrossim,
mantêm-se as falanges ciganas, tanto quanto todas as outras,
organizadas dentro dos quadros ocidentais e dos mistérios
que não nos é possível relatar. Obras existem,
que dão conta de suas atuações dentro de
seu plano de trabalho, chegando mesmo a divulgar passagens de
suas encarnações terrenas. Agem no plano da saúde,
do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos
e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes
e falanges.Ao contrário do que se pensa os espíritos
ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do
plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço
do mau e trazendo uma contribuição inesgotável
aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério
de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito
teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e
se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços,
por não serem diferentes de nenhum outro espírito
humano.Trabalham preferencialmente na vibração
da direita e aqueles que trabalham na vibração
da esquerda, não são os mesmo espíritos
de ex ciganos, que mantêm-se na direita, como não
poderia deixar de ser, e, ostentam a condição
de Guardiões e Guardiãs. O que existe são
os Exus Ciganos e as Moças Ciganas, que são verdadeiros
Guardiões à serviço da luz nas trevas,
como todo Guardião e Guardiã dentro de seus reinos
de atuação, cada um com seu próprio nome
de identificação dentro do nome de força
coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo
à serviço da justiça divina, com suas falanges
e trabalhadores, levando seus nomes de mistérios coletivos
e individuais de identificação, assunto este que
levaria uma obra inteira para se abordar e não se esgotaria.Contudo,
encontramos no plano positivo falanges diversas chefiadas por
ciganos diversos em planos de atuação diversos,
porém, o tratamento religioso não se difere muito
e se mantêm dentro de algumas características gerais.
Imenso é o número de espíritos ciganos
que alcançaram lugar de destaque no plano espiritual
e são responsáveis pela regência e atuação
em mistérios do plano de luz e seus serviços,
carregando a mística de seu povo como característica
e identificação.Dentro os mais conhecidos, podemos
citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick,
Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma
as ciganas, como Esmeralda, Carme, Salomé, Carmensita,
Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita,
Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também. É
imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos
nomes não existe hierarquia, apenas lembrança
e critério de notoriedade, sem contudo, contrariar a
notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são
muitos e com o mesmo valor e importância. Por sua própria
razão diferenciada, também diferenciado como dissemos
é a forma de cultuá-los, sem pretender em tempo
algum estabelecer regras ou esgotar o assunto, o que jamais
foi nossa pretensão, mesmo porque não possuímos
conhecimento de para tanto. A razão é que a respeito
sofremos de uma carência muito grande de informação
sobre o assunto e a intenção é dividir
o que conseguimos aprender a respeito deste seguimento e tratamento.
Somos sabedores que muitas outras forças também
existem e o que passamos neste trabalho são maneiras
simples a respeito, sem entrar em fundamentos mais aprofundados,
o que é bom deixar induvidosamente claro.É importante
que se esclareça, que a vinculação vibratória
é de axé dos espíritos ciganos, tem relação
estreita com as cores estilizadas no culto e também com
os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos. Os ciganos
usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem sua
cor de vibração no plano espiritual e uma outra
cor de identificação é utilizada para velas
em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação
raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre
ser conhecida para prática votiva das velas, roupas,
etc.Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos
e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.Para
o cigano de trabalho se possível deve-se manter um altar
separado do altar geral, o que não quer dizer que não
se possa cultua-lo no altar normal. Devendo esse altar manter
sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água
e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferencia do
cigano em um suporte de alumínio, fazendo oferendas periódicas
para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca e
outra da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de
ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce. E sempre
que possível derramar algumas gotas de azeite doce na
pedra, deixando por três dias e depois limpá-la.Os
espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas
devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem
espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras
de vinho tinto com um pouco de mel. Podendo ainda fatiar pães
do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com
algumas pitadas de sal e leva-los ao forno, por alguns minutos,
muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se
possível incenso de lótus.As saias das ciganas
são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o
punhal, os dados, os cristais, a dança e a música,
moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos
de trabalho dos ciganos em geral. Os ciganos trabalham com seus
encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios
mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus
olhos.Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia
nas profundezas da terra, com a obrigação de estar
na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza. Um
dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas
e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou,
mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta
de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão
e contou o que aconteceu. Foi então reprovado e orientado
que lá era o lugar do seu povo e dele também.
Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e
acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés
de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e
da natureza. Deus então, preocupado em atende-los, concedeu
e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam
subir à luz e viver com toda liberdade, mas não
possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom
da adivinhação, para que pudessem ver o futuro
das pessoas e aconselha-las para o bem.É muito comum
usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas
as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal,
lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de
alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de
rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais
sob a regência das diversas fases da Lua..."Trecho
extraído do livro "Rituais e Mistérios do
povo Cigano", de Nelson Pires Filho Ed. Madras
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BOIADEIROS
"Salve meus amigos! Me chamam de BoiadeiroEu não
sou Boiadeiro nãoSou laçador de gadoBoiadeiro
é meu patrão"Os Boiadeiros são entidades
que representam a natureza desbravadora, romântica, simples
e persistente do homem do sertão, "o caboclo sertanejo".
São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões,
Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco
com índio, índio com negro e assim vai. Sofreram
preconceitos, como os "sem raça", sem definição
de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho
e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com
o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro:
seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do
branco: sua religião (posteriormente misturada com a
do índio e a do negro, sincretismo) e sua língua,
entre outras coisasOs Boiadeiros representam a própria
essência da miscigenação do povo brasileiro:
nossos costumes, crendices, superstições e fé.No
Terreiro os Boiadeiros vêm "descendo em seus aparelhos"
como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando,
enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração.Com
seus chicotes e laços vão quebrando as energias
negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as
pessoas da assistência.Os fortalecendo dentro da mediunidade,
abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando-se
grandes protetores, como os Exus.Dá mesma maneira que
os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam
a liberdade e a determinação que existe no homem
do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os
animais, sempre de maneira simples, mas com uma força
e fé muito grande.Os Boiadeiros em seus trabalhos bebem
vinho ou marafo (aguardente) e fumam cigarro, cigarro de palha
e charutos.Quando o médium é mulher e o Boiadeiro
(entidade) é homem, freqüentemente, a entidade pede
para que seja colocado um pano e cor, bem apertado, cobrindo
o formato os seios. Estes panos acabam, por vezes, como um identificador
da entidade, e até a sua linha mais forte de atuação,
pela sua cor ou composição de cores.Jetuá
seu boiadeiro.
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EXÚ
GUARDIÃO Um pouco sobre o nosso querido Exú Guardião
na Umbanda Divina. Um pouco de nosso querido Guardião,
que tanto tentaram liga-lo a tantos conceitos do mau, que entretanto,
a cada dia que passa, se despenca essa impingencia injusta e
que não corresponde com a verdade, a respeito de nosso
grande amigo e controlador das pilastras da Criação
e do Universo, verdadeiro cobrador do carma e proporcionador
incontestável do tão ensinado livre arbítrio.
O Grande Guardião da Luz! "Soltei um pombo na mata
Mas lá na mata não pousou Foi pousar na encruzilhada
Foi Tranca Rua quem mandou" Axé! "O sino da
Igrejinha faz delem, delon delon Deu meia noite o galo já
cantou Seu Tranca Rua que é o dono da Gira Oi corre gira
que Ogum mandou". Muitos infelizmente ainada acreditam
que nossos amigos Exus são Demônios, maus, ruins,
perversos, que bebem sangue e se satisfazem com as desgraças
que podem provocar. Por milênios seguimentos contrários
ao conhecimento e a evolução depredaram o fenômeno
divino Esú, tentando faze-lo mau e atribuindo-lhe conceitos
e definições que só interessavam aos seus
propagadores, criando Demônios e Diabos para defini-los,
injustamente e de mentira ímpar.É ali no mistério
Exu, que exerce o homem o seu verdadeiro livre arbrítrio,
falando com todas as vozes que possui seu coração,
sejam elas boas ou não, desejos de todos os tipos, ´procurando-os
muitas vezes para tentar satisfazer desejos mesquinhos e de
nenhuma importância para a evolução a não
ser para si mesmo, pedindo àquele verdadeiro Guerreiro
da Luz e condutor do homem o mau que muitas vezes ajudou a propagar,
e a debitar na conta desses nossos queridos amigos e protetores.O
mau sabemos nós esta no desejo do homem e não
no universo esteja ele manifestado seja da forma que for.A história
dá conta de sacrifícios de toda ordem perpetrado
pelo homem ao longo de sua existência, sem se dar conta
sequer do que fazia ou ainda da importância que aquilo
mantinha para o universo como um todo, enchergando apenas o
universo limitado de seu próprio ser.Pessoas foram mortas
e lançadas à humilhação em nome
de Deus, e, o Diabo que é ruím e o Exu que faz
o mau.Esta na hora de desmistificarmos a figura de Exu e derrubar
definitivamente esses conceitos que não procedem.Exu
é o príncipio dinamico e a realização,Exú
é o homem em movimento, é seu desejo manifestado,
é aquilo que ele é! Exu, é o exercicio
sem barreiras de sua vontade e do livre arbítrio do próprio
homem.Na antiguidade, usavam-se chifres em Divindades para demostrar
sabedoria e importância. Até hoje ainda se cultuam
Deuses com chifres para demonstrar seus valores divinos e seu
saber. Segmentos de muitas espécies perseguiram os cultos
pagãos, impingindo-os praticas diabólicas , quando
na verdade jamais as praticaram. A história do mundo
mostra com clareza a importância dos cifres nas Divindades
que cultuavam e que ainda algumas culturas pagãs cultuam
com sabedoria.Nossos Guardiões são seres perfeitos,
porque perfeita é a Criação e de outra
forma não poderia deixar de ser, como se justificaria
suas atribuições tão defendidas por alguns
grandes autores da religião com relação
a atuação dos Guardiões junto ao homem,
máxime a cobrança do carma e a proteção
de seus caminhos, se assim não fosse. O que sem dúvida
não retira o valor e a supremacia e perfeição
de outras Divindades, que também são perfeitas,
como são, porque é assim que são.Não
nos parece que o contexto criador determinou formas ou nos mandou
avisar de como deveriam ser as aparências dos bons e dos
maus, no entendimento do homem. É preciso que o homem
entenda de uma vez por todas que não é o centro
do universo e nem o único ser inteligente criado por
Deus e que o fator divino, bem como seus desdobramentos no universo
e sua corte Superior Divina é constituído de Divindades
puramente divinas e seguem toda uma estrutura capaz de administrar
as obras de nosso Divino Incriado, sob pena de nos tornarmos
´produto de nossa própria limitação,
em face do infinito eterno.Alguns temas interessantes nos são
trazidos pela história e acabam informando melhor muitas
coisas acontecidas e algumas que até hoje caminham entre
nós.Como compreender melhor algumas das restrições
feitas a Exu e que acabaram tomando corpo errado e definindo
conceitos inexistentes e sem fundamentos. Como já dissemos,
muitos acreditam que nossos amigos Guardiões são
Demônios, maus, que bebem sangue e se regozijam com as
desgraças que podem provocar.Na verdade o mau ou o bem,
como já afirmamos é produto da vontade e da evolução
do próprio homem e Exu esta acima do bem e do mau, seguimento
esse pertencente ao segmento da evolução humana,
o que não quer dizer que Exu não os conheça
em seu mister. Muitos deles outrora, foram cultuados como Deidades
ou Deuses, outros caíram e repuseram-se retomando seus
mistérios e engajaram-se na luta já descrita e
nos seus mistérios invertidos e que compõem o
todo de qualquer mistério existente respectivamente aos
seus ou de suas atuações e continuaram suas caminhadas.Mas
porquê este Orixá, irmão de Ogum e de Oxossi,
filho de Iemanjá, animado, brincalhão, alegre,
extrovertido e acima de tudo amigo leal, fiel companheiro é
comparado com Demônios e Diabos em suas práticas
de maneira injusta e ireal. A bem da verdade mais uma vez nos
demonstra a história através dos acontecimentos
que muitos fatores contribuíram para isso, especialmente
aqueles cuja influencia de antigos povos, concentrou no homem
a idéia fixa de prover o bem e o mau, levando-o a acreditar
que todo tipo de prática que escapasse ao seu conceito
de bom ou mesmo que levasse nomes, muitas vezes por ele mesmo
fabricado, que não representasse o socialmente aprovável,
era ruim e carregava o Demônio em seus louvores. Infeliz
falta de informação e conhecimento e que custara
ao mesmo homem em tempo diverso muito tempo para consertar.
O desconhecido sempre foi alvo de medo, até que se tornasse
conhecido pelo instrumento eficaz do conhecimento e da informação.
A necessidade de guias para leva-los ao Divino, tornou parte
desse contexto, constituindo-se em grandes massas, dirigidas
por teorias e limitações que seus próprios
eleitos definiam.Na Mesopotâmia mesmo( vale entre rios
), há milênios atrás,o que se acreditava
como demonologia causou sérias influencias interferindo
em diversas culturas de muitos povos, como os hebreus, gregos,
romanos, nos cristãos e tantos outros. Permanecendo até
hoje muitos conceitos e definições que não
foram superadas, principalmente no que se refere a rituais Satânicos.Os
males da vida e locais que não mantinham origem natural,
como catástrofes e outros tantos, eram atribuídos
ao mundo da demonologia e dos Diabos. Os tidos então
como feiticeiros utilizavam-se para combater as forças
da escuridão e do mau, rituais onde precisavam conhecer
nomes de vários Demônios, construindo grandes listas,
o Demônio mau era nominado como Utukku de maneira genérica,
mantendo-se um grupo de sete Demônios maus, como os mais
evocados, e, se dividiam entre machos e fêmeas, sendo
uma constante nos antigos encantamentos. Eram mantidas e divulgadas
suas aparências com formas de meio humanas e meio animais,
cabeça e tronco de homem ou mulher, prosseguindo com
formas animais e garras em alguns casos. Dão conta escritos
que o sangue era o alimento predileto, contudo aceitavam outras
oferendas também e freqüentavam exatamente túmulos,
lugares ermos, etc., mantendo uma freqüência noturna.
Afora isso, mantinham também os Demônios assim
entendidos então, bons e que eram chamados para guerrear
com os maus, que tinham suas representações como
gênios guardiões, também em número
mais comum de sete, que guardavam seus templos, cemitérios,
etc.Desta forma, se vasculharmos mais, encontraremos muitos
casos onde a possibilidade de influencia nos segmentos e praticas
ritualísticas não compreendidas, deram ensejos
a entendimentos errados e incompletos, levando através
do caminho do preconceito e das restrições, muitas
interpretações distorcidas e utilizadas para explicar
o desconhecido ou o que atrapalhava os interesses. É
certo também, que a falta de maior vivencia com as culturas
pagãs, pelos povos mais modernos e afeitos a outros segmentos,
também ensejou entendimentos completamente errados, inserindo
no seio mundial, injustiças e interpretações
de toda ordem a respeito dessas divinas culturas, que no seu
seio comum durante milênios e até hoje só
trouxeram sabedoria e benefícios incomuns ao homem e
a Terra, proporcionando conhecimento e informação.Bem,
voltando ao nosso tema principal, mesmo aqui no Brasil não
se justifica diante de tanta importância e conhecimento
que já se obtém hoje, manter-se imagens de Exus
com tantas distorções e formas que ao nosso modesto
entender não refletem a realidade, muito embora compreendidas
e simbolicamente definidas, muitas delas demonstram o que exatamente
tenta se combater em relação a nossa Umbanda,
junto a comunidade social e também religiosa, pretendendo
que conheçam exatamente a beleza natural que ela possui,
fato que deveria ser revisto e estimulado entre os nossos, levando
a público o que realmente são, sem interferências
de outras culturas em nosso seio.No passado remoto, vimos quantas
injustiças foram cometidas com nossos anscestrais e adoradores
de Orixá, quanta perseguição sofreram por
falta de respeito a uma cultura de tantos milênios e que
jamais representou o mau ou relação com a Demonologia,
apartando-se de conceitos como o bem e o mau para designar seus
Deuses, ao contrário sempre cultuados como Divinos que
são.É sabido que os negros africanos, em suas
danças nas senzalas, nas quais os brancos acreditavam
tratar-se de forma simples de saudação de seus
Santos, incorporavam alguns Exus, com seu brado e jeito maroto
e acabavam por assustar os brancos que se afastavam ou agrediam
os médiuns dizendo que eles estavam possuídos
por Demônios.Com o passar do tempo, os brancos tomaram
conhecimento dos sacrifícios que os negros ofereciam
a Exu, o que reafirmou sua hipótese de que essa forma
de incorporação era devido a Demônios, fato
lamentável e confusão injusta, o que não
deseja retirar o respeito ou o valor àqueles que assim
agem, por sermos livres e portadores do tesouro divino do livre
arbítrio, que nos foi doado pela Criação.
E assim tantos outros entendimentos incompletos ou errados foram
inserindo-se no convencimento do homem que suportado por interesses
de alguns segmentos, medo ou mesmo desinformação,
foram formando um grave erro acerca de seu verdadeiro contexto.Mas
então quem é esse Guardião? Como todos
os outros responsáveis pela estrutura universal e parte
dela, atuam no divino fenômeno Exu, postando seu mistério
e manipulando-o como um verdadeiro Guardião da Luz. Longe
de desejarmos promover qualquer definição ou classificação
sobre Exu ou Guardiões, cuja informação
é vasta e muitas outras obras já dão conta
disso, apenas nos detivemos nas considerações
gerais a seu respeito, máxime, tratar-se esse trabalho
da vida e obra do Sr Exu Guardião Tranca Rua, bem como
de seu campo de atuação, psicografada com a inspiração
de Mestre Lúcius. Desejando também estimular nosso
povo no sentido de desmistificar a figura de Exu, tanto quanto
for necessário, uma vez que trata-se de um Guardião
magístico, cuja atuação entre os elementais
e os elementos universais é devéras suprema, dando
conta de uma missão interminável, suportando caídos,
desfazendo magias, habitando a escuridão, sustentando
a Luz e preservando os pilares tão desgastados por conta
de dogmas, rituais e atividades insustentáveis por conta
daqueles desejosos do pseudo poder humano.È o Guardião
dos Caminhos, companheiro dos Pretos Velhos, Caboclos, aparador
entre os homens e os Orixás, lutador incansável,
sempre de frente, sem medo, sem mandar recado. Senhor da escuridão
e do plano negativo atuam dentro de seus mistérios, regendo
seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade.
Não há como se desejar promover uma ordem de valores
como pretendem alguns, entre o negativo e o positivo, desejando
assim fazer um juízo de valor inconsistente e impraticável.
A ordem de valores não nos cabe e sabemos que a verdade
foi lançada ao homem de maneira fragmentada e por diversos
segmentos e caminhos, religiosos ou não e assim devem
ser respeitadas, uma vez que a verdade absoluta só a
Deus, o eterno Criador pertence.Tudo o que existe no plano positivo,
mantêm-se proporcionalmente igual e de forma correspondente
no plano negativo e assim é e será por todo o
sempre, pois sempre que nasce algo novo é refletido (espelhado
inversamente) e imediatamente, no plano negativo, não
há como se criar em apenas um plano, a criação
é única e alcança todos seus correspondentes
de existência universal na mesma proporção,
medida e força de instalação do fenômeno
da criação, sendo assim, no plano negativo nada
se cria em sua própria plenitude, na verdade se transforma
e se instala como razão própria de sua própria
razão original e propulsora, exaurindo-se em sua real
origem de início, é o "Príncipio"
ativo e único da Criação, ORIGINAL E EXAUSTIVA,
porque tudo emana de uma só origem alçando o patamar
Divino da Co-Criação, imediata e unicamente existente.
Não existem planos separados e adversos, mas sim correspondentes
e que se complementam na razão única de si mesmos,
denotando a unicidade do absoluto, o universo como um todo.
As adversidades existentes não se confundem com o plano
único de origem de tudo e de todas as coisas,(Poder de
Criar), exaustivos em si mesmos nos desdobramentos divinos do
fenômeno criador. "Exú pode ser o mais benevolente
dos Orixás se é tratado com consideração
e generosidade". Assim é Exu Assim é o Guardião
As vezes alegre; As vezes assustador; As vezes temido; As vezes
amado; Mas sempre ouvidos a quem quer que seja; Sempre leal
aos seus amigos; Honesto com seus cultuadores; Combatedor da
maldade no mundo; Sempre forte e destemido; Gozador e franco;
Sustentador do livre arbítrio do homem; Muitas vezes
renegado; Mas sempre chamado! Assim é Exu! Assim é
o Guardião! Salve Exu! Obrigado. O presente texto foi
extraido do Livro "O GUARDIÃO TRANCA RUA"e
esta protegido pelas normas de Direitos Autorais.Ed. Madras
Autor: Nelson Pires Filho Livro psicografado e com a manifestação
do autor como modesta homenagem ao Sr GUARDIÃO TRANCA
RUA. Axé!
____________________________
A
alegria dos MARINHEIROS! "Quantas ondas tem o mar? Quantos
grãos tem de areia?Eu vim pra descarregarSou marinheiro
da mamãe sereia."Aos poucos eles desembarcam de
seus navios da calunga grande e chegam em Terra. Com suas gargalhadas,
abraços e apertos de mão. São os marujos
que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar.Os Marinheiros
são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram
com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos.Enfrentaram
o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande
paz ou de penosas guerras.Os Marinheiros trabalham na linha
de Iemanjá e Oxum (povo d'áqua) e trazem uma mensagem
de esperança e muita força, nos dizendo que se
pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou
do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança
e trabalho unido, em grupo.Seu trabalho é realizado em
descarregos, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns
e em outros trabalhos que possam envolver demandas.A gira de
marinheiro e bem alegre e descontraída. Eles são
sorridentes e animados, não tem tempo ruim para esta
falange. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo
na alma dos consulentes e em seus problemas.A marujada coloca
seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, bebem e fumam.
Bebem Whisky, Vodka, Vinho, Cachaça, e mais o que tiver
de bom gosto. Fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos
diversos.Em seus trabalhos são sinceros e ligeiramente
românticos, sentimentais e muito amigos. Gostam de ajudar
àqueles e àquelas que estão com problemas
amorosos ou em procura de alguém, de um "porto seguro".A
gira de marinheiro, em muito, parece uma grande festa, pela
sua alegria e descontração, mas também,
existe um grande compromisso e responsabilidade no trabalho
que e feito.Salve o povo d'água!
____________________________
POVO
BAIANO - É PRÁ BAHIA MEU PAI! "Bahia, ô
África,Vem cá vem nos ajudar Força baiana,
força africana Força Divina, vem cá, vem
cá"A corrente baiana é formada por espíritos
alegres, brincalhões, descontraídos e adoram "desmanchar"
demandas. São muito conselheiros, orientadores, aguerridos
e chegados à "macumba" (dança ritual),
durante a qual trabalham enquanto giram com seus passos próprios.Apreciam
as "festas" que lhes fazem, onde bebem batida de coco
e comem comidas típicas da cozinha baiana.Salve o povo
Baiano!
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